“Hijra” — O “Terceiro sexo” oficialmente reconhecido na Índia

Os hijra são considerados na Índia como pessoas que não possuem um gênero exato. A maioria são homens hermafroditas, embora também existam mulheres. Normalmente, a maioria dessas pessoas são consideradas mulheres e se vestem como tal. No dia 15 de abril, em um julgamento na Índia, foi tomada a decisão de que essas pessoas seriam oficialmente reconhecidas como transgênero, tendo igualdade de direitos na sociedade.

 

Os hijra são um grupo religioso de homens que foram castrados, e que se vestem e se comportam como mulheres, além de adorarem à deusa Bajuchara Mata.

 

 

Anteriormente, a opulação transgênero da Índia era de 50 mil pessoas e se encontravam condenadas ao ostracismo e foram expulsos da sociedade dominante pela falta de reconhecimento legal. Devido à discriminação e à violência aos hijras, muitos eram obrigados a viver de esmolas e a prostituir-se.

 

Reafirmando a decisão oficial sobre o reconhecimento do terceiro gênero na corte suprema da Índia, foi anunciado que agora cada pessoa tem o direito de escolher seu sexo. Os advogados dizem que está decisão significa que o governo terá que designar uma porcentagem dos postos de trabalho no setor público, vagas nas escolas e universidades às pessoas do terceiro sexo, bem como privacidade em banheiros públicos.

 

 

O reconhecimento dos transexuales como um terceiro sexo, é uma questão de direitos humanos, segundo disse o juiz do caso.

 

Os transgênero também são cidadãos indianos. A constituição quer oferecer igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, para que possam conseguir status social, independência, seja qual for a religião ou sexo.

 

 

Uma das ativistas disse que essa lei foi um passo importante na luta contra os delitos motivados pelo ódio às pessoas transgênero. Esses incidentes são muito frequentes, mas raras vezes são denunciados devido à suposta falta de interesse ou ação por parte da polícia e outras autoridades.

 

O tribunal também decidiu que as pessoas transexuales vão ter o mesmo direito a adotar crianças. O tribunal supremo explicou que a lei apenas se aplicará à pessoas transgênero, e não no caso de homossexuais ou bissexuais.

 

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